Mãe Com HIV Pode Amamentar? Guia 2022

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A saúde do bebê precisa de atenção redobrada quando a gestante é portadora do vírus HIV. Você vai saber hoje se a mãe com HIV pode amamentar.

O HIV é um vírus que ataca células do sistema imunológico. No Brasil, cerca de 866 mil pessoas são portadoras desse vírus.

Mulheres portadoras do HIV precisam de cuidados especiais durante a gestação e no aleitamento materno para evitar a transmissão para o bebê.

mãe com hiv pode amamentar

Ainda existem muitas informações incorretas que geram dúvidas nas pessoas. Uma delas é se a mãe com HIV pode amamentar.

Eu escrevi este artigo para ajudar na divulgação de informações sobre o aleitamento em casos de mães portadoras de HIV.

Aqui você vai saber se é seguro amamentar a criança nessa condição e quais são os cuidados necessários para evitar a transmissão do vírus, então continue lendo.

Tenho HIV. Posso contaminar o meu bebê?

O HIV é a sigla em inglês do Vírus da Imunodeficiência Humana. Este vírus ataca linfócitos específicos do sistema imunológico de uma pessoa.

Como esses linfócitos são as células responsáveis por defender o organismo contra doenças, pessoas portadoras do HIV podem adoecer mais facilmente.

A transmissão do HIV acontece pela prática de relações sexuais sem o uso de preservativos e pelo compartilhamento de materiais contaminados (seringas e outros itens cortantes).

Também é possível que aconteça a transmissão vertical, que é quando a gestante transmite o vírus para o bebê durante a gravidez, parto ou amamentação.

Nesses casos, a transmissão acontece se não forem realizadas as medidas de prevenção adequadas.

Mãe com HIV pode amamentar?

Apesar da amamentação garantir diversos benefícios para a saúde do bebê, as mães que têm HIV não podem amamentar os seus filhos.

Isso porque o vírus pode ser transmitido pelo leite materno.

Essa informação consta no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Nesses casos, a criança tem direito a receber fórmula láctea infantil até, pelo menos, os primeiros seis meses de vida. Esse período pode ser estendido pelo pediatra.

A orientação de evitar a amamentação materna deve ser repassada para a gestante que tem HIV já no pré-natal. 

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Nesse período, também deve-se orientar a grávida sobre como realizar a alimentação com fórmula infantil.

Outra prática que também é contraindicada é a amamentação cruzada. 

Acontece que, na impossibilidade de amamentar, algumas mães buscam outras mulheres para realizarem a amamentação.

Essa prática coloca em risco a saúde do bebê, pois a criança pode se contaminar com outras doenças infecciosas.

Por fim, recomenda-se o uso de preservativos na prática de relações sexuais durante o período de amamentação, até mesmo pelas mulheres que não possuem HIV.

Essa medida previne a contaminação durante o aleitamento materno, o que significaria a necessidade de interromper a amamentação.

Qual a diferença entre HIV e Aids?

Ser portadora do HIV não significa que a pessoa desenvolverá Aids.

O avanço do HIV destrói os linfócitos e impede que o sistema imunológico consiga defender o organismo contra outras doenças. 

Quando isso acontece, a pessoa desenvolve a Aids.

A Aids é a sigla em inglês da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. A diferença é que o HIV é o vírus causador da Aids.

Então, quando a pessoa é contaminada com HIV, ela passa a ser soropositiva. 

Muitos soropositivos podem viver anos sem desenvolver a Aids.

Mas os soropositivos podem transmitir HIV para outras pessoas, o que quer dizer que precisam ter cuidados para evitar o contágio.

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Conclusão

Neste artigo, você descobriu que o HIV é um vírus que ataca as células responsáveis por proteger o organismo contra doenças infecciosas.

Pessoas portadoras de HIV, os chamados soropositivos, podem viver vários anos sem desenvolver a Aids, que é a doença causada pelo HIV.

Além das relações sexuais desprotegidas e do uso de materiais cortantes contaminados, a transmissão do HIV também pode acontecer entre a mãe e o bebê durante a gravidez, parto ou amamentação.

Por isso, recomenda-se que as mães que têm HIV não amamentem os seus filhos. Essa ação reduz o risco de contaminação da criança.

Nesses casos, a alimentação da criança deve ser feita pelo uso de fórmula láctea infantil. 

É um direito do bebê receber esse tipo de alimento desde o seu nascimento até, no mínimo, seis meses de vida.

Veja também se mãe infectada com sífilis pode amamentar, aqui na Mãe Experiente.

Jussara Santos

Jussara Santos

Jussara Santos, membra da comunidade Mãe Experiente, é mãe de 3 meninas lindas. A Bella, Julia, e Marta. Com mais de 10 anos sendo auxiliar de creche, Jussara se apaixonou em ajudar crianças e trazer conhecimento para suas respectivas mães. No seu tempo livre, Jussara adora levar as meninas para brincar na praia.